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Ri Happy

Por Catarina Pimentel

Com bastante criatividade e senso empreendedor, Ricardo Sayon, diretor comercial da Ri Happy, encontra sempre uma maneira de ajudar o seu cliente a escolher o brinquedo certo para a criança certa. Ele encontrou formas interessantes de se comunicar, tanto com seus colaboradores, quanto com seu público. Assim, transformou seu negócio, como num passe de mágica, em líder da categoria. E nem foi necessário varinha de condão. Apenas algumas boas idéias movidas por uma aguçada capacidade de percepção de mercado.

Ricardo SayonO pediatra Ricardo Sayon sempre soube que brincar era necessário ao bom desenvolvimento de toda criança. Em 1988, em sociedade com o administrador de empresas com especialização em informática Roberto Saba, decidiu arriscar-se em um mercado que mexe com sonhos e fantasias próprios da inocência da infância, fundando a Ri Happy Brinquedos. Essa denominação se deve à criatividade da esposa de Ricardo: ela, percebendo o quão feliz era o seu marido, uniu as duas primeiras letras do seu nome à palavra happy e assim batizou a empresa.

Em 3 anos, mesmo passando por um início conturbado gerado pela falta de experiência em negócios dos dois sócios, a Ri Happy já contava com 6 lojas. Toda essa dimensão demandava um enorme esforço e dedicação dos envolvidos, que se viram empenhados em seus negócios por tempo integral.

Em 1991, esses empresários sentiram a necessidade de ampliar, ainda mais, o alcance de sua rede. Assim, apostaram na aceitação do seu empreendimento pela população do interior do estado de São Paulo, que, longe de toda a agitação das grandes capitais, poderia despender mais tempo na interação entre vendedor e cliente. A iniciativa obteve êxito e, hoje, as unidades localizadas fora das capitais somam quase metade do quantitativo geral de estabelecimentos. Os moradores de Araraquara, Bauru, Campinas, Jundiaí, Limeira, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba já contam com o auxílio dos vendedores das lojas da rede Ri Happy quando precisam encontrar o brinquedo certo.

A empresa é, atualmente, líder no segmento em que atua. Contando com o apoio de 1.600 colaboradores, suas 82 unidades - das quais 90% são encontradas em shoppings -estão espalhadas pelas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. Todo esse sucesso está nitidamente relacionado à parceria que desenvolve com os mais importantes fornecedores de brinquedos. Mas Ricardo aprendeu, como diretor comercial da empresa, que se manter na liderança não é fácil. É preciso alimentar uma constante busca por inovação na mente do empresário, para que seu negócio não se perca no tempo.


Loja em João Pessoa, PB: 900 m2 de área.

Ratificando as atitudes criativamente ousadas de seu diretor comercial, a Ri Happy lançou, em 1997, um site voltado para a venda de brinquedos, sendo pioneiro no país. Através dele, o cliente pode conhecer o variado mix de produtos oferecidos pela empresa e comprá-los, sem precisar sair de casa. Mas o grande diferencial do site encontra-se em uma pequena janela que aparece no lado esquerdo da tela, denominada Brinquedo Ideal. Definindo apenas o sexo, a idade e o valor que se deseja gastar, o cliente conhece uma variedade de possibilidades de brinquedos de acordo com as características indicadas. Esse serviço demonstra como é sabido pela empresa que ajustar-se às necessidades de seus clientes é fundamental: em uma modernidade na qual a fugacidade do tempo impede as pessoas de realizarem até mesmo as mais simples tarefas, quem oferece praticidade é rei.  

Aliás, buscar um atendimento diferenciado sempre esteve na mentalidade de Ricardo. Além de oferecer uma relevante quantidade de produtos e manter seus preços com certo potencial competitivo, o foco no atendimento personalizado possibilita que seus vendedores orientem os clientes na hora da compra, como se fossem, dentro do universo infantil, fadas, indicando desejos aos adultos que, tão distanciados desse universo, podem não conhecer. A Ri Happy decidiu, então, investir na qualificação de seus vendedores. E foi a partir desse grande desafio que o negócio pôde ampliar seu sucesso.

A equipe de vendas precisava ter um comportamento condizente com o tipo de público-alvo e de negócio, e mesmo estando em regiões bastante separadas geograficamente, o atendimento deveria manter uma unidade. Para suprir essas dificuldades, eram feitos encontros em São Paulo - a cada dois meses, com todos os gerentes de lojas. Neles, eram dadas orientações sobre o negócio e, também, abordados temas relacionados a marketing e RH. Mesmo sendo uma iniciativa enriquecedora, esses encontros geravam um custo muito alto em deslocamento, perdia-se bastante do conteúdo informado, quando era repassado para as equipes nas lojas, e os gerentes de unidades mais distantes se ausentavam das mesmas por até dois dias. Como solução para esses pontos negativos, em 4 de dezembro de 2006, foi criada - em parceria com a SubWay - a TV Ri Happy: um canal cuja implementação durou apenas 30 dias e que possibilitava a comunicação via satélite com todos os colaboradores da empresa.

Desde sua implementação, essa iniciativa vem rendendo bons resultados. A equipe de vendedores pode assistir ao treinamento, feito com diretores e gerentes de diferentes áreas, na própria loja, através de uma troca interativa de informações: além de receber informações, os colaboradores podem, também ao vivo, participar com dúvidas e sugestões através de e-mail ou telefone. Isso permite que todas as informações possam ser transmitidas sem distorções. Os treinamentos ocorrem uma vez por mês ou a qualquer momento, em situações extraordinárias, e com duração de duas horas - geralmente antes da abertura das lojas.

A TV Ri Happy pode ser bastante útil, também, para os fornecedores, pois permite que eles realizem, ao vivo ou com vídeo, treinamento dos vendedores, com espaço para perguntas e respostas acerca de seus produtos. Outra função desempenhada pela iniciativa é a de mídia no ponto de venda, tanto para veicular informações institucionais, quanto para que os fornecedores possam anunciar seus lançamentos de produtos, atingindo o consumidor em seu momento decisivo de compra.

Todo bom empreendedor sabe da necessidade de se gerar comunicação constante com o seu público. A idéia da Revista do Solzinho vem da percepção de seu empresário sobre a questão. Novamente de maneira pioneira, Ricardo inovou com a criação de uma revista própria que é, antes de tudo, um meio de comunicação com o seu principal público-alvo: a criança. Com edições trimestrais, a Revista do Solzinho é enviada, sem qualquer custo, às residências das crianças cadastradas e, também, distribuídas nas lojas. Nela, há sempre uma historinha, brincadeiras, atividades e anúncios de lançamentos de produtos. O Solzinho, personagem principal das histórias, foi inspirado no logotipo da empresa. Devido ao sucesso, ganhou vida própria e pode ser visto interagindo nas lojas com os clientes, além de ter sido pensada em uma linha de produtos com sua imagem. A empresa conta ainda com uma Newsletter semanal que é enviada por e-mail aos clientes que se cadastram no site.

Hoje, a Ri Happy investe na interação entre a criança e o brinquedo, ainda na loja, como diferencial. Foram criados espaços, dentro das próprias lojas, onde as crianças podem se divertir à vontade com os produtos, sendo orientadas por monitores. A intenção é de transformá-las em lugares voltados ao entretenimento e ao lazer que também vendem brinquedos, motivando, através da experimentação, a compra. Nessa idéia, ele conta com a ajuda de seus fornecedores, que montam ambientes interativos dentro das lojas Ri Happy. Para o futuro, Ricardo não pede muito. Deseja tornar esse novo conceito em vendas de brinquedos, os espaços interativos, ainda mais conhecidos. Junto a isso ele pretende ter, cada dia mais, colaboradores capacitados e bem treinados, para que se possa ver sempre o fascinante brilho nos olhos das crianças. E não vai ser difícil.

Empresa: Ri Happy
Site: www.rihappy.com.br
Contato: através do site
Ramo de atividade: rede de lojas de brinquedos
Funcionários: 1,6 mil
Faturamento: -


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